segunda-feira, 3 de maio de 2010

MINI-ENTREVISTA


von Trina entrevista o poeta Carlos Amaral

Mini-entrevista conduzida por von Trina ao poeta Carlos Alfredo Couto Amaral a propósito da publicação (pela Editorial Minerva) do seu último livro «DESFLORAR DA FLOR DE SAL» apresentado na 80ª Feira do Livro de Lisboa no dia 1 de Maio de 2010 no auditório da APEL. (AR - Produções - vídeo de Miguel d'Hera).

sexta-feira, 16 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Convite Lançamento do meu livro

Convido para o lançamento do meu livro de poesia:
"Desflorar da Flor de Sal", dia 1 de Maio, às 16.30h
na Feira do Livro de Lisboa (Pavilhão Principal), no Parque Eduardo VII.

A poesia vai tomar conta da cidade, e já agora de ti...
aos versos também lhes agradam a Primavera.

A compor a festa:
a Conceição Marques apresenta o livro;
o Ângelo Rodrigues anima;
a Paula Duque canta.
Eu sorriu...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Capa de O Sereno Fluir das Horas

SERENO FLUIR DAS HORAS

Sereno Fluir das Horas, ainda editado na Colibri, percorreu feiras do livro, tertúlias e declamações; com alegria, suor e exaustão, destacando-se a saudosa Pantónica III, patrocinada pelo teatro Tapafuros – descobrimos potenciais, que a mente no acto da escrita não ousara... “Apareces e contigo o mundo vem beijar-me o olhar”. Se os meios de comunicação não lhe deram relevo, perderam eles por não terem reconhecido uma escrita que é dita um pouco em eco na pátria da língua portuguesa.

Escutemos Jorge Ferro, “Nesta plenitude de múltiplas sensações presenciadas nestes versos, assistimos à invasão do eu, numa descoberta de directrizes do humano, entre o mistério do nada e a possibilidade do ser. Este fluído originário que transporta Carlos Amaral está embutido de contrastes, de centelhas virtuosas e de enigmas que encarnam a existência humana.”

Com efeito, o poeta, “(Des)Norteado”, faz o seu percurso interior na demanda da profunda consciência do eu. É uma viagem na ânsia de fruir a brandura do tempo. Na sua procura, este construtor do cosmos surpreende, a constante mutação do verso no desconcerto semântico na busca do sentido. Assim, ele burila a palavra, na contínua e mística demanda do renovado gesto da criação.

A propósito Conceição Marques mimou-me com palavras belas: “A visão do amor em Carlos Amaral é sempre uma visão primordial e sagrada. Cada reciprocidade amorosa transporta a bênção do princípio do mundo. Como se cada encantamento condensasse em si a beleza, o encanto festivo, a leveza doce e idílica do primeiro gesto de amor.”

COM TERNURA
Terás sempre a inocência no olhar
como quem me quer saborear?

Ao teu lado apetece a eternidade.
Apetece ganhar-te o secreto amor,
abençoando esse modo delicado de ser
como se o desejo em ti fosse beber...

Contigo apetece o espanto do despertar.
Dando-te o céu e a lua,
pois se te olho, a riqueza do mundo
é minha, e muito mais tua!

(DES) NORTEADO
Nas páginas em branco
como areias do deserto
as pegadas da serpente
nas intuições do poeta
contam sinais do vento
até os apagar o tempo.

Mesmo que ninguém me oiça.
Digo! E assim fica dito!

Estou num ponto, sem estrela Polar
e sem Cruzeiro do Sul,
que Oriente a aventura na mente,
se mente mesmo se pensa dizer a verdade!

Há algum atalho que dê o NORTE à bússola
e o chão ao abismo?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Sombra dos Momentos Felizes

Nasci poeta para o público em 2000 nas Edições Colibri com A Sombra do Momento Feliz. Foi um acontecimento ditoso! Repleto de jogos de sombra e luz, apresentei um livro cheio de intuições, de sentimentos e hesitações – como quem se espanta com o mundo onde foi lançado. Em escalada corajosa, a tentar subir alto, ia dizendo: “Sobe à montanha/ e grita até te desfazeres no eco,/ música será,/ harmonia e paz

No prefácio repleto de esperança, Jorge Ferro Rosa aposta nessa escrita leve como pena:
Rasga-se o céu quando a poesia acontece, ao momento plácido do sentimento, pela evasão dos estados de espírito, a um ritmo efervescente, continuado por uma catadupa de sensações enquanto outras não chegam. (…) Nestas páginas a escrita acontece como a forma possível de salvação do sujeito, a redenção mais óbvia das “Sombras dos Momentos Felizes” e atrás não ficará um residual de nostalgia? O seu coração é o grande reservatório, o lugar da dor, muitas vezes oculta mas real, de sorriso nos lábios. A sensibilidade tem os seus artifícios! É este constante desejo, esta atenuada insatisfação a renovar, a possibilitar novas sensações que faz desta obra um momento poético, único.”

TINTEIROS DE VENTO
Gestos cúbicos à luz da mente
o silêncio pedra da cisterna
cai jóia líquida em tinteiro de vento.

PALAVRAS EM DEVANEIO
O papel poroso é como a mente aberta,
absorve os devaneios das palavras,
onde a sombra dos dias tem o teu nome
e a luz vem marcada de um tom feliz
como os beijos imaginados.

PARTIMOS
Partimos a louça
os ideais e as cadeias.
Partimos cada um para seu lado
pelas sete partidas do mundo...

Onde há harmonia,
um beijo sem adeus,
o abraço sem retenção,
a apreciação sem juízo ?

Tudo quisemos,
ficamos sem nada !