quinta-feira, 21 de maio de 2015

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Depois da experiência estimulante que foram a primeira e segunda fase da oficina de escrita (no Barreiro); preparamo-nos agora para retomar a terceira etapa que se iniciará em outubro e terá uma periodicidade quinzenal até julho. No mesmo local aprazível, tencionamos romper com metodologias tradicionais e relacionar a escrita com outras áreas artísticas. Teremos em mãos materiais que motivam o ato criativo, como placas de xisto, tintas ou plantas … Nesta linha, a escrita terá a designação de, “Escritório em AcTO”. As inscrições estão ao vosso dispor! Inscrições/informações para telemóvel 9190045952 Ou Carlos Amaral (carlos_alfredo_02@hotmail.com) Joana Araújo (joana.7arte@gmail.com) A oficina decorrerá a partir de Outubro no espaço Quinta Dr. Pacheco, Vila Chã - Palhais, BARREIRO (a 500 metros da igreja de Palhais) Para mais informações (incluíndo trabalhos expostos) consulte o blogue: http://orrisco.wordpress.com/ Cumprimentos amigos de Carlos Amaral & Joana Araújo

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Para informações sobre Oficina de Escrita Criativa, por mim dinamizada, consultar o blog: O Risco http://www.orrisco.wordpress.com

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Irá decorrer uma Oficina de Escrita Criativa orientada pelos formadores: Carlos Amaral (carlos_alfredo_02@hotmail.com) Joana Araújo (joana.7arte@gmail.com) Inscrições/informações para telemóvel 9190045952 A oficina decorrerá em julho no espaço Quinta Dr. Pacheco, Vila Chã, Palhais, BARREIRO (a 500 metros da igreja de Palhais) Tempo de duração: 4 X 120 minutos (para adultos: 17-95 anos) entre as 19:00 h e as 21:00 h 4 X 90 minutos (para crianças/jovens: 8-16) entre as 17:00 h e as 18:30 h (Os dias da semana serão estabelecidos em conformidade com os interesses da maioria dos inscritos). Em cada sessão será exercitada a escrita em espaços diferentes na Quinta (onde decorrerá a oficina) em função dos objetivos pretendidos. Com edição dos trabalhos realizados num blogue intitulado: O Risco (http://www.orrisco.wordpress.com) PARA MAIS INFORMAÇÕES CONSULTAR ESTE BLOG Questões: O espaço influencia a escrita? Será o corpo parte do processo da escrita? O domínio da técnica adequada permite o desenvolvimento da competência? Competências a desenvolverem: Domínio fluente da palavra. Motivação para qualquer género de escrita. O prazer/gozo da palavra através do jogo (exercícios). Diferentes utilizações da palavra. Desenvolvimento da competência crítica. Produzir: crónica/ diário/ poemas / histórias curtas… Interligação com outras artes (música, dança, cinema, teatro...) Motivação para a leitura. Os materiais necessários serão fornecidos aos participantes.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

domingo, 27 de março de 2011

DEMANDA POÉTICA AO INTERIOR DO SER

Nesta demanda poética que nos propomos encetar, se a ambição é grande, o percurso ainda vai ser maior e a queda será incomensurável. Na sensibilidade, e no pensamento, estabelecemos um deslocamento interno, com o fito de chegarmos ao mais fundo de nós. Numa viagem ao interior do próprio ser, criando uma geografia desse cosmos com arquipélagos e mares internos, onde navegaremos para alcançarmos a nossa essência. Tal viagem ao interior é uma Odisseia, onde nos perdemos no mar, para ir ao encontro do mais profundo de nós. Dai perguntarmos, quanto é necessário sofrer para regressar a si? Quem nos impede? Quem nos impele?
Vamos navegar no oceano imaginário da literatura, onde apenas existe um erro fatal: não quer partir, não querendo mudar. O erro fatal é parar, evitando a constante procura. Devemos colocar-nos a caminho, seremos apenas nós mesmos na medida em que estejamos em busca. E o poeta não quer apenas viajar no mundo das ideias, elegendo antes inventariar na linguagem, criando clareiras e construindo com sensações as metáforas no percurso do próprio ser. Para tal inicia a aventura marítima onde todas as formas são viáveis, em fluxo e refluxo que revelam os elementos identitários dos símbolos, como a saudade. Onde estamos longe à procura de quem ansiamos ter por perto. Tal é o motor do retorno de Ulisses, mas também de todos aqueles que se perdem e naufragam pelo mar adentro da poesia...
Para mais a navegação poética não se confina à palavra, nem à emoção, nem ao sujeito. Ela é o reconhecimento cosmológico dos espaços internos mais profundos e dos espaços externos mais afastados. Exigindo uma geografia da alma, que nos guie no sentido panteísta da nossa cultura poética, encontrando os passos e as pistas para o retorno à casa do ser. Tais explorações cosmológicas não envolvem apenas a superfície, mas a escalada aos cumes e o mergulho no abismo da alma humana. Explorando na escola do fluxo dos sentidos o reino da imaginação, nadando muito além da perdição. No fundo, é necessários perdermo-nos para encontrarmos o outro daquilo que somos: o desconhecido, o nunca visto, o nunca entendido que nos arrasta para os profundos mares de onde se levantam as neblinas do mistério. A tarefa é navegar, sem orientação à vista, numa busca da palavra filosofal que reflicta a demanda mística da pedra de tal quilate. Só então o poeta diz, e garante, a fala do ser, pois previamente, dominou a arte do silêncio e no vazio escutou a ressonância da intuição criadora.
Prevendo o que se transformará, abrindo portas ao futuro do homem, e aos aspectos que o projectam em novas aventura através dos oceanos da arte. Mas, ser poeta em português, implica atender ao oceano da língua e da cultura, com sinais a demarcarem a passagens para outras margens. É a espiritualidade elevada ao interior da paisagem panteísta, tão arreigada na cultura lusa. Será alcançada, enfim, a saudosa Pátria espiritual da Boa Aventurança, saudoso das terras que abandona para regressar. O poeta avalia com graça tal coração repartido, onde é preciso abandonar para alcançar, e partir para longe para chegar ao mais perto de si.
Tal dialéctica poética é o guia do viajante, estabelecendo as regras e os procedimentos para o náufrago. E assim pode escolher o que deve abandonar. A amada para salvar o poema, ou o poema para salvar a amada? Escolhas irresolúveis, pois no fim naufragaremos definitivamente. E, nada levaremos, além da beleza criada, e das experiências que nos desenham o mapa do labirinto interno do sentido. Como refere Teixeira de Pascoais: “O mistério é a própria acção, o drama íntimo da nossa poesia, porque nela a sombra das Coisas e a luz do nosso espírito estão em perpétua luta criadora” . E também é dito por nós, em O Sereno Fluir das Horas, “Procurem-me nos enigmas / responderei como esfinge” . Para logo apresentarmos o nauta “(Des)Norteado, numa peregrinação em metamorfose interior, em demanda da profunda consciência do ego. É uma viagem paradoxal no desassossego num fluir suave que adivinha a agitação do tempo. Nessa procura, o obreiro das palavras constrói o barco cósmico, através da surpreendente metamorfose do verso numa (des)contrução do significativo, por onde se revela a passagem para o nebuloso sentido da existência na demanda inovadora do acto criador.
Tal arte de marear tudo abandona no instante em que zarpamos para outra demanda. Só assim o essencial irá connosco, iluminando o labirinto interno, pois apenas é necessária uma estrela polar que dê o Norte à bússola . É uma poética para náufragos. E assim, nada fica perdido quando tivermos que mergulhar bem fundo para encontrarmos a pérola mais preciosa que é a nossa essência. Nesse magnífico resíduo interno está inscrito o mapa metafísico, que encontraremos apenas se nos colocarmos em risco.
Para o poeta da existência tudo é elucidado, e tudo é alucinado – indo para lá do cabo do mundo encontrar a circunferência da alma, que lhe dirá: tudo é idêntico e todas as viagens levam ao mesmo. Tal apenas se pode concluir depois de encontrarmos as diferentes personagens que faltavam no diálogo que emerge do mar da alma. Mas nada é dado, tudo é conquistado. Eis a identidade conquistada pelo marinheiro do infortúnio, que no fim sempre há-de encontrar as ilhas Afortunadas.
Se a demanda chegou ao fim, então escutemos o silêncio, onde o ser poético nos falará ao ouvido…
Carlos Alfredo Couto Amaral

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ligações Perigosas (canção)



Canção composta pelo aluno Gonçalo Fernandes com poema de Carlos Amaral do livro «DESFLORAR DA FLOR DE SAL», Editorial Minerva, Maio de 2010.
(O poema «ligações perigosas» é baseado na Filosofia e vida final de Descartes no âmbito da relação que este pensador estabeleceu com a rainha Cristina da Suécia).